São sete da manhã. Você não quer pesar pó nem ajustar moagem. Quer grão moído na hora, espresso de verdade e a xícara na mão antes de achar a chave do carro. Esta página é para esse momento.
O que “um botão” quer dizer de verdade
Nenhuma das cinco faz tudo sozinha. O que muda é quanto fica com você. Uma superautomática mói, põe a dose, compacta e extrai. Uma manual com moedor e dose automática faz as duas primeiras e deixa a compactação com você. E nenhuma das cinco faz o leite do começo ao fim.
Então a pergunta certa é: quanto você aceita fazer? Se a resposta é “nada no café”, a escolha é uma só.
A nossa escolha: Philips Walita Série 1200
É a única das cinco que faz o espresso inteiro sem a sua mão. O moedor de cerâmica tem 12 posições. O painel deixa escolher espresso ou lungo, três níveis de força e três de tamanho, o que a Philips chama de My Coffee Choice. E há uma entrada para café já moído, para o descafeinado da noite.
Ela também é menor que as manuais com moedor: cerca de 25 cm de largura, 37 de profundidade e 43 de altura, e 7,5 kg. Cabe em bancada que não comporta uma máquina de 11 kg.
O que ela não faz: cappuccino sozinha. O leite é vaporizado à mão, com a jarra embaixo do bico. E só existe em 127 V, sem bivolt.
A segunda: Oster Nova Perfect Brew
A Nova chega perto por outro caminho. Ela mói e dosa sozinha, e o vapor tem o Tempsense: você escolhe o tipo de leite, e ele para quando chega na temperatura certa. É a única das cinco que cuida do leite por você.
Em troca, sobra um passo para você. O pó cai no porta-filtro de 58 mm, e compactar é com você. Leva alguns segundos e um pouco de prática.
Quem toma espresso puro fica com a Philips. Quem toma café com leite todo dia pode preferir a Nova, porque troca a compactação pelo leite que não queima.
| Philips Série 1200 | Oster Nova | |
| Moer | a máquina | a máquina |
| Dosar | a máquina | a máquina |
| Compactar | a máquina | você |
| Extrair | a máquina | você escolhe o perfil |
| Leite | você | o vapor para sozinho |
O cuidado que a comodidade pede
Máquina que faz tudo pede cuidado em troca. A Philips é a que mais pede das cinco:
- tirar e lavar o grupo de extração (a peça interna que prensa o café) toda semana;
- uma pastilha de limpeza CA6704 por mês;
- graxa HD5061 no grupo a cada 4, 2 ou 1 mês, conforme o uso;
- descalcificação, com o filtro AquaClean ajudando a espaçar. Ele é comprado à parte.
A Nova pede a lança de vapor limpa a cada uso, o moinho toda semana e os filtros a cada 2 ou 3 meses.
Nenhuma dessas tarefas é difícil. Mas o “um botão” vem com dez minutos no domingo. Conte com eles.
E as outras três?
A Oster Máxima mói sozinha e faz café e vapor ao mesmo tempo, o que é ótimo. Mas a dose é pelo tempo do moedor, a compactação é sua e o leite é manual. Fica no terceiro lugar daqui.
A Tramontina Express Pro é a máquina de quem quer controle. Cada xícara passa por moer, dosar, compactar e olhar o ponteiro. Nesta página, isso é trabalho demais.
A Gaggia Evolution não mói. Para quem quer apertar um botão, ela pede o contrário: café comprado moído, dose no filtro e espuma na mão.
Antes de fechar
Confira a tensão. A Philips só existe em 127 V. O anúncio ligado aqui para a Nova é de 220 V, e a versão de 127 V tem o código BVSTEM7301-017. Anúncio que diz bivolt, em qualquer das duas, está errado.
Meu conselho: se o seu café da manhã é espresso puro, leve a Philips e não pense mais nisso. Se é cappuccino, faça as contas com a Nova. A escolha é sua.

